Nem bem que nunca acabe....
Pois ao fim de 150 dias (5 meses) de licença de maternidade , voltei ao trabalho.
Doeu tanto, levantei-me ás 6 horas da manhã e ainda lhe dei um biberão antes de sair e fui apanhar o "meu " comboio das 7.19 h.
Confesso que me custou tanto que as lágrimas me vieram aos olhos. Eu sei que ele fica bem entregue, ficou com o pai que depois o levou aos avós, mas depois de 5 meses em que apenas me separei dele por 3 horas, a sensação de vazio instalou-se.
E como o que me esperava no trabalho não era aliciante ,a tristeza foi se acumulando à medida que me aproximava do meu local de trabalho.
Eu sei que todas as mães passam pelo mesmo, mas não aliviou os meus sentimentos.
Para este ano, estabeleci um propósito (desejo) de tentar encontrar um emprego mais "perto" de casa para não ter que me deslocar 2 horas para ir trabalhar, e para
poder dar mais assistencia ao meu filho...wish me luck...
segunda-feira, 29 de janeiro de 2007
quinta-feira, 18 de janeiro de 2007
Para reflectir....
*Chamava-se Sara* (texto de Inês Pedrosa)
Chegava ao infantário com os dedos cortados, manchas negras no corpo, o corpo a tremer de frio dentro da roupa demasiado escassa e pedia pão. Comia sofregamente, o dobro das outras crianças. Não se ria nem sabia brincar. Ao fim do dia regressava à câmara dos horrores que era a casa dos seus autores biológicos : ficava refém da mulher de cujo ventre nascera e que a espancava e a fazia passar fome e frio. Chamava-se Sara e não chegou a completar trinta meses de vida : morreu devagar, sofrendo torturas diárias.
A progenitora já confessou que de facto espancou a criança e a lançou pelas escadas abaixo, mas «sem intenção de matar». Também não terá tido intenção de matar Sara a pessoa da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens que,alertada no passado dia 4 de Dezembro pela educadora do infantário das marcas de violência visíveis no corpo da menina, agendou uma visita à casa da família para o dia 28 - ou seja, para daí a 24 dias... Terá pensado o quê? Que as crianças são muito resistentes? Que as educadoras de infância são exageradas? Que estas coisas podem esperar para depois do Natal?
O progenitor masculino de Sara alega não ter dado por nada: saía cedo e entrava tarde, diz ele, trabalhava muitas horas, o que é certamente bom para o país e melhor para ele, que continua a não dar por nada, em liberdade. Uma criança de dois anos espancada e esfomeada dá pouco nas vistas. E não se ouve : lançada das escadas, confessou a mãe. A vizinhança estaria toda a trabalhar enquanto estes actos ocorriam? Tanta e tão serena produtividade naquelas bandas de Monção. O choque tecnológico no seu máximo esplendor.
A família estava já assinalada como de risco desde 2005 na Comissão de Protecção de Menores de Viseu, onde então habitava, e Sara chegou a viver três meses com a avó paterna - mas a presidente da referida Comissão, Maria do Carmo Sá, entendeu que o lugar da criança era junto dos progenitores, e retirou-lha. Há um ano, outra bebé, Fátima Letícia, entrou em coma depois de seviciada pelos pais - embora o seu caso também estivesse referenciado, na mesmíssima Comissão.
Por outro lado, os irmãos de Sara andavam agasalhados e sem marcas de violência. É estranho, comentam agora as pessoas. Já enquanto Sara era viva estranhavam, uns com os outros, pacatamente, essa diferença - estranhavam Sara, quero dizer. Porque se havia mais três e eram bem tratados, o problema devia estar em Sara. O problema é sempre das vítimas, e as meninas, sendo mulheres em miniatura, são, desde logo, especialmente perversas. Mini-saias, sorrisos amplos, ou a recusa de certas tarefas domésticas têm aparecido em acórdãos de tribunal como atenuantes para crimes de violação ou de homicídio de mulheres. As pessoas terão pensado que Sara se portava pior do que os irmãos, e por isso era maltratada pelos pais. Naturalmente. A determinação das pessoas para o pensamento ou para a compaixão só é ágil depois da
tragédia. Quantos dos chorosos participantes no funeral de Sara não a terão ouvido chorar desesperadamente em vida? É mais fácil pretender amar uma criança morta do que amar uma criança viva. Segundo o «Correio da Manhã», que esteve lá e ouviu (é essa a missão do jornalismo : ir de facto aos sítios, ver, ouvir e transmitir) na homilia da missa de corpo presente de Sara, o padre José Carlos Matos erguntou: «Que Estado é este que não se importa de gastar dinheiro com a morte, permitindo o aborto, e não tem dinheiro para preservar a vida? » O comum dos mortais talvez não perceba a relação entre o dinheiro, o aborto e a morte de Sara. Eu percebi duramente a que ponto chega o desrespeito da Igreja Católica pelos mortos e pela dor dos seus próximos, quando, há oito anos e meio, em vez de palavras cristãs de consolação e alento, recebi uma sessão de campanha do referendo sobre a interrupção voluntária da gravidez, ao lado do caixão do meu pai. Nessa época tive a ingenuidade de pensar que tínhamos tido azar com o padre. Mas quando este Natal vi, na RTP, o cardeal patriarca utilizando o nascimento de Jesus Cristo como trampolim acrobático para chegar à condenação dos que defendem a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, percebi finalmente que na religião, como infelizmente na política, os fins
justificam os meios, e os sentimentos das pessoas são explorados sem qualquer pudor.
Sara merecia ter entrado no Céu - tem de haver um céu que faça justiça a estas crianças - com as palavras carinhosas e sábias que o menino Jesus teria para ela, se ainda andasse por este mundo. São cem mil as crianças portuguesas em risco. Quantas estarão a ser torturadas no preciso momento em que escrevo esta frase? Sempre que um adulto é feito refém, em Portugal ou no Estrangeiro, o Estado defende-o, como é sua obrigação. Às crianças,continua a tratá-las como propriedade dos que as fizeram nascer. Se o inquérito à morte de Sara resultar em nada, como todos os outros,mobilizar-nos-emos para processar o Estado.
Neste ano novo, temos de ser capazes de dizer : basta.
Chegava ao infantário com os dedos cortados, manchas negras no corpo, o corpo a tremer de frio dentro da roupa demasiado escassa e pedia pão. Comia sofregamente, o dobro das outras crianças. Não se ria nem sabia brincar. Ao fim do dia regressava à câmara dos horrores que era a casa dos seus autores biológicos : ficava refém da mulher de cujo ventre nascera e que a espancava e a fazia passar fome e frio. Chamava-se Sara e não chegou a completar trinta meses de vida : morreu devagar, sofrendo torturas diárias.
A progenitora já confessou que de facto espancou a criança e a lançou pelas escadas abaixo, mas «sem intenção de matar». Também não terá tido intenção de matar Sara a pessoa da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens que,alertada no passado dia 4 de Dezembro pela educadora do infantário das marcas de violência visíveis no corpo da menina, agendou uma visita à casa da família para o dia 28 - ou seja, para daí a 24 dias... Terá pensado o quê? Que as crianças são muito resistentes? Que as educadoras de infância são exageradas? Que estas coisas podem esperar para depois do Natal?
O progenitor masculino de Sara alega não ter dado por nada: saía cedo e entrava tarde, diz ele, trabalhava muitas horas, o que é certamente bom para o país e melhor para ele, que continua a não dar por nada, em liberdade. Uma criança de dois anos espancada e esfomeada dá pouco nas vistas. E não se ouve : lançada das escadas, confessou a mãe. A vizinhança estaria toda a trabalhar enquanto estes actos ocorriam? Tanta e tão serena produtividade naquelas bandas de Monção. O choque tecnológico no seu máximo esplendor.
A família estava já assinalada como de risco desde 2005 na Comissão de Protecção de Menores de Viseu, onde então habitava, e Sara chegou a viver três meses com a avó paterna - mas a presidente da referida Comissão, Maria do Carmo Sá, entendeu que o lugar da criança era junto dos progenitores, e retirou-lha. Há um ano, outra bebé, Fátima Letícia, entrou em coma depois de seviciada pelos pais - embora o seu caso também estivesse referenciado, na mesmíssima Comissão.
Por outro lado, os irmãos de Sara andavam agasalhados e sem marcas de violência. É estranho, comentam agora as pessoas. Já enquanto Sara era viva estranhavam, uns com os outros, pacatamente, essa diferença - estranhavam Sara, quero dizer. Porque se havia mais três e eram bem tratados, o problema devia estar em Sara. O problema é sempre das vítimas, e as meninas, sendo mulheres em miniatura, são, desde logo, especialmente perversas. Mini-saias, sorrisos amplos, ou a recusa de certas tarefas domésticas têm aparecido em acórdãos de tribunal como atenuantes para crimes de violação ou de homicídio de mulheres. As pessoas terão pensado que Sara se portava pior do que os irmãos, e por isso era maltratada pelos pais. Naturalmente. A determinação das pessoas para o pensamento ou para a compaixão só é ágil depois da
tragédia. Quantos dos chorosos participantes no funeral de Sara não a terão ouvido chorar desesperadamente em vida? É mais fácil pretender amar uma criança morta do que amar uma criança viva. Segundo o «Correio da Manhã», que esteve lá e ouviu (é essa a missão do jornalismo : ir de facto aos sítios, ver, ouvir e transmitir) na homilia da missa de corpo presente de Sara, o padre José Carlos Matos erguntou: «Que Estado é este que não se importa de gastar dinheiro com a morte, permitindo o aborto, e não tem dinheiro para preservar a vida? » O comum dos mortais talvez não perceba a relação entre o dinheiro, o aborto e a morte de Sara. Eu percebi duramente a que ponto chega o desrespeito da Igreja Católica pelos mortos e pela dor dos seus próximos, quando, há oito anos e meio, em vez de palavras cristãs de consolação e alento, recebi uma sessão de campanha do referendo sobre a interrupção voluntária da gravidez, ao lado do caixão do meu pai. Nessa época tive a ingenuidade de pensar que tínhamos tido azar com o padre. Mas quando este Natal vi, na RTP, o cardeal patriarca utilizando o nascimento de Jesus Cristo como trampolim acrobático para chegar à condenação dos que defendem a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, percebi finalmente que na religião, como infelizmente na política, os fins
justificam os meios, e os sentimentos das pessoas são explorados sem qualquer pudor.
Sara merecia ter entrado no Céu - tem de haver um céu que faça justiça a estas crianças - com as palavras carinhosas e sábias que o menino Jesus teria para ela, se ainda andasse por este mundo. São cem mil as crianças portuguesas em risco. Quantas estarão a ser torturadas no preciso momento em que escrevo esta frase? Sempre que um adulto é feito refém, em Portugal ou no Estrangeiro, o Estado defende-o, como é sua obrigação. Às crianças,continua a tratá-las como propriedade dos que as fizeram nascer. Se o inquérito à morte de Sara resultar em nada, como todos os outros,mobilizar-nos-emos para processar o Estado.
Neste ano novo, temos de ser capazes de dizer : basta.
terça-feira, 16 de janeiro de 2007
A sopa...
Começamos com as sopas e ao contrário da minha expectativa não correu muito mal. Comeu metade do que eu fiz, apesar das caretas e de choramingar entre as colheradas. A segunda vez foi excelente e se tivesse feito mais julgo que tinha comido. Fiquei super feliz, confesso que estava bastante ansiosa com esta mudança e esperava maiores dificuldades. Antes assim ....
domingo, 14 de janeiro de 2007
As medidas ....
Este fim de semana a avó aproveitou os saldos para comprar roupa para o Santiago. E comprou casacos e camisolas já para 6 meses a pensar no inverno, o Santiago está com 4,5 meses. Mas isto das etiquetas das roupas para criança deviam ser uniformizada internacionalmente....ou faziam como algumas marcas de roupa por catálogo em quem as medidas vêem em centímetros (ex. 56, 61 cm) e que permitia que nos orientássemos melhor.
Nalgumas marcas colocam 3-6 meses e descobrimos que aos 3 meses quase não serve (e o Santiago está no percentil 50) e outras têm por ex. 6 meses e já está apertado. E quando parece grande e chegamos a casa e uppss ...ok....vamos lá trocar....
Nalgumas marcas colocam 3-6 meses e descobrimos que aos 3 meses quase não serve (e o Santiago está no percentil 50) e outras têm por ex. 6 meses e já está apertado. E quando parece grande e chegamos a casa e uppss ...ok....vamos lá trocar....
quinta-feira, 11 de janeiro de 2007
Leituras....
Sempre gostei de ler e em casa dos meus pais havia uma "biblioteca" considerável, com livros para todos os gostos. Os meus pais sempre nos incentivaram a ler e exceptuando o período da faculdade, onde me dediquei a ler sobretudo livros técnicos, sempre li bastante. Actualmente e devido ás viagens diárias Entroncamento-Lisboa leio, 4 a 5 livros por mês.
Devido ao preço dos livros vou "revezando" as minhas compras com a minha irmã, mãe e com as amigas, e sempre me oferecem livros no meu aniversário ou no Natal. Faço questão de incentivar o Santiago para a leitura pois quem lê nunca está só, para já... começamos esta colecção.
Devido ao preço dos livros vou "revezando" as minhas compras com a minha irmã, mãe e com as amigas, e sempre me oferecem livros no meu aniversário ou no Natal. Faço questão de incentivar o Santiago para a leitura pois quem lê nunca está só, para já... começamos esta colecção.
terça-feira, 9 de janeiro de 2007
Pensar no futuro....
Hoje fomos abrir uma conta poupança para ti, com o dinheiro que os avós e as tias te deram. Sempre que pudermos vamos acrescentando alguns euros e assim vamos fazendo um pé de meia para que possas usufruir no futuro....
segunda-feira, 8 de janeiro de 2007
Finalmente...a grande noite
Pssiuu...não digam a ninguém, mas esta noite o Santiago dormiu das 21.30 até ás 8.30 da manhã....
A inocência...
A filha da minha prima, a Margarida que tem 5 anos, disse para a tia que viaja com frequência:
- "Tia, eu gostava tanto de viajar de avião, qualquer dia posso ir contigo??"
- " Sim, se Deus quiser um dia destes vamos", disse a tia
- "Se ele não quiser vamos nós as duas....", disse a Margarida
- "Tia, eu gostava tanto de viajar de avião, qualquer dia posso ir contigo??"
- " Sim, se Deus quiser um dia destes vamos", disse a tia
- "Se ele não quiser vamos nós as duas....", disse a Margarida
domingo, 7 de janeiro de 2007
Nós e a papa...
O Santiago começou com as papas há uma semana e continuamos com grandes dificuldades. Iniciamos com as medidas que o pediatra recomendou, mas ficava tão líquida ( 150 ml e 4 clh de sopa) que ao fim de 3 tentativas e muito choro á mistura resolvi pôr no biberon. A conselho de uma amiga, fiz a papa mais grossa e apesar de conseguir que ele engula algumas colheradas, ainda só consegui dar-lhe metade da papa e isto com muita distracção pelo meio. Ainda por cima ele têm refluxo gastro-esofágico, o que não ajuda na festa. Vou continuar com a minha paciência de jó e entretanto vou experimentar outra papa, agora está a comer Nutribén - primeira papa LA. Alguém me aconselha outra???
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