Remodelá-mos o quarto dos miúdos, comprá-mos uns beliches para pudermos ganhar espaço para as brincadeiras. A Carolina adorou a ideia de dormir na parte de cima (ou parecia adorar). O Santiago ainda não vai para a cama de baixo pois ainda não comprarmos a grade de protecção. Vamos manté-lo na cama de grades pois desconfio que apesar da cama do beliche ser baixa e ele já saber sair dela, a dormir será trambolhão na certa.
A
primeira noite da Carolina não correu muito bem. Estamos com dificuldades em que durma sozinha.
Quando nasceu começou a dormir no quarto da mãe e até aos dois anos foi sempre assim, pois como estava a morar na casa da avó não tinha um quarto só dela. Quando compraram o apartamento, os pais decoraram um quarto para ela todo em tons de cor-de rosa, brincava lá todo o dia mas nunca conseguiram que dormisse a noite toda no seu quarto, aparecendo a meio da noite para dormir com os papas. Depois quando começou a ficar cá por casa, dormia no meu quarto, num colchão. Quando preparamos um quarto para ela, arranjava sempre desculpas para não ficar só. Andava sempre com a desculpa que tinha medo de dormir sem companhia e tentámos todas as teorias e práticas que vêem nos manuais e conselhos do pediatra mas sem sucesso. Estava instituído no seu subconsciente desde muito pequena e têm ligação ao seu receio de ser "abandonada".Talvez por os pais terem-se separado muito cedo, talvez...
As tentativas têm sido infrutíferas, mas a situação começou a ficar cada vez mais díficil, diria até problemática, até que começamos a preparar o terreno, com o nascimento do Santiago. Agora mudam-se os dois para o mesmo quarto.
A
segunda noite foi um sucesso....Começamos mal e esteve a chorar até às 22.30, sempre a dizer "não quero dormir sózinha", pois o Santiago tinha adormeciso na cama dele e nem deu tempo de mudar a cama par o quarto do lado, até que a muito custo subio o beliche e por lá ficou (ainda chamou 2 vezes, para beber água). Estou satisfeita, vamos a ver se é para continuar, mas a minha convicção é forte e estou decidida a ganhar esta batalha. Por nós mas sobretudo por ela ...