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segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

Os ventos da mudança...

Aqui em casa andamos ás voltas com grandes decisões, sofridas, pensadas e infelizmente necessárias.

O Alexandre recebeu uma proposta de trabalho de Itália, e depois de ponderarmos todas as questões familiares e profissionais, e tendo em conta que a questão financeira pesou bastante, decidimos arriscar.

Eu e o Santiago, eu principalmente, pois ele ainda não se apercebe tanto das ausências do pai, vou ter imensas saudades, que o telefone e a internet apenas vão apaziguar. As viajens low-cost vão ser uma constante...

Não sabemos a duração da experiência profissional, se vão ser 6 meses, 1 ano ou quem sabe....logo que o Alexandre esteja ambientado lá iremos fazer uma visita.

Domingo é o dia da partida, tenho que aproveitar tempo com o Pai conguito e ao mesmo tempo tenho tanto que preparar, enfim....

4 comentários:

Anónimo disse...

Buonna Note Amici!

"In boca lupo" per Alex! Que é o mesmo que dizer "Boa sorte"... A vida é um risco! Itália é logo ali...mas é diferente, ai isso é...Mas tem uma coisa...também são doidos pelo "Calcio"!!!!

Baccioniiiiiiiiiiiiiiiiiiii

Anónimo disse...

"A vida contrai-se e expande-se proporcionalmente à coragem do indivíduo"

-Anais Nin


Para ti e os teus Conguitos! Um beijo! Boa sorte, outra vez!

Ah!...Já sabes, estou aqui, para quando/se precisares de algo! :)

Anónimo disse...

ah...acabei de "linkar-te" à minha casa... :)
Isto é divertido!!!

Anónimo disse...

Estava a ler o "público" on on line, encontrei isto e lembrei-me de ti!!
Nunca mais escreveste nada, na "tua casa". Espero que as mudanças sejam para melhor, e o teu Conguito esteja bem :-)
Bj

"Poema à mãe"


No mais fundo de ti,
eu sei que traí, mãe.

Tudo porque já não sou
o menino adormecido
no fundo dos teus olhos.

Tudo porque tu ignoras
que há leitos onde o frio não se demora
e noites rumorosas de águas matinais.

Por isso, às vezes, as palavras que te digo
são duras, mãe,
e o nosso amor é infeliz.

Tudo porque perdi as rosas brancas
que apertava junto ao coração
no retrato da moldura.

Se soubesses como ainda amo as rosas,
talvez não enchesses as horas de pesadelos.

Mas tu esqueceste muita coisa;
esqueceste que as minhas pernas cresceram,
que todo o meu corpo cresceu,
e até o meu coração
ficou enorme, mãe!

Olha - queres ouvir-me? -
às vezes ainda sou o menino
que adormeceu nos teus olhos;
ainda aperto contra o coração
rosas tão brancas
como as que tens na moldura;

ainda oiço a tua voz:
Era uma vez uma princesa
no meio de um laranjal...

Mas - tu sabes - a noite é enorme,
e todo o meu corpo cresceu.
Eu saí da moldura,
dei às aves os meus olhos a beber.

Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo-te as rosas.

Boa noite. Eu vou com as aves.

- Eugénio de Andrade
(1923 - 2005)